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Museu

Museu 2016-12-15T12:37:51+00:00

Instalado no Forte das Cinco Pontas em 1982, o Museu da Cidade do Recife abriga acervo de documentos iconográficos de extrema importância para a preservação da história urbana, cultural e social do Recife. São mais de 250 mil imagens, 2.560 títulos, entre livros e revistas, 1.898 peças digitalizadas, incluindo mapas, plantas e projetos de arquitetura, 146 azulejos dos séculos XVII ao XIX, três portas e duas imagens de santos pertencentes à Igreja dos Martírios, que foi demolida para a abertura da Avenida Dantas Barreto. O Museu da Cidade do Recife é um espaço para visitação, pesquisa e realização de eventos e atividades culturais. Faz parte da Secretaria de Cultura da Prefeitura do Recife.”

MISSÃO
Construir possibilidades para a reflexão sobre a memória e os valores urbanos, visando o desenvolvimento do Recife.

VALORES
Preservação da memória e do patrimônio material e imaterial; educação patrimonial e comunicação do saber; pesquisa e produção de informação; gestão sustentável; parcerias estratégicas e qualidade do serviço prestado à população.

O FORTE DE SÃO TIAGO DAS CINCO PONTAS

O Forte das Cinco Pontas (“Vijfhoek”, pentágono em holandês) foi construído no Recife, em 1630, por ordem de Frederik Hendrik (1584-1647), Frederico Henrique de Nassau, irmão mais novo de Maurício de Nassau, Príncipe de Orange e Capitão General das cinco províncias, que, somadas a outras duas, formavam os Países Baixos.

O principal objetivo para a construção do Forte foi garantir a permanência do suprimento de água das cacimbas de Ambrósio Machado, localizadas no extremo Sul da Ilha de Antônio Vaz (hoje bairro de São José), e impedir a ação de piratas, que usavam uma falha nos arrecifes, conhecida como “Barreta dos Afogados”, para atacar e roubar barcos – a maior parte das embarcações transportava açúcar para o porto do Recife.

A fortaleza foi batizada com o nome do Príncipe de Orange (Frederik Hendrik), mas devido à forma pentagonal passou a ser denominada de Forte das Cinco Pontas. O nome permanece até nossos dias, mesmo após a reforma promovida pelos portugueses ainda no século XVII, quando foi transformada numa estrutura de quatro pontas.

O projeto de construção é atribuído ao engenheiro holandês Tobias Commersteijn e a direção das obras foi de Peter Van Buerer. Nesse período, sua estrutura era formada de madeira, terra batida e barro, e suas muralhas não passavam de 12 pés de altura (3,7 metros aproximadamente).

Em 1654, as forças de resistência comandadas por João Fernandes Viera, André Vidal de Negreiros, Felipe Camarão e Francisco Barreto de Menezes, venceram as forças flamengas e ocuparam o forte. Nesse período, foi iniciada a primeira grande reforma na edificação, reconstruída em pedra e cal e apenas com quatro pontas. A obra foi concluída em 1684 e rebatizada de Forte de São Tiago.

Com a expansão da cidade, a fortaleza perdeu seu sentido de defesa e passou a ter novos usos, dentre eles, durante os séculos XVIII e XIX, funcionou como depósito geral e prisão; no início do século XX, tornou-se quartel militar, sendo tombado como patrimônio nacional em 1938. Durante o final da década de 1970, sofreu outra grande reestruturação, desta vez para sediar as instalações do Museu da Cidade do Recife, que se encontra no local desde 1982.